Hoje a vi pela segunda vez depois do sopro de vida que tivemos. Novamente ela perguntou o que eu sentia. Eu disse que era inominável. Muito mais que amizade e um tipo de desejo que não se explica. Por que sinto-me tão inquieto quando estou próximo de seus olhos, sua pele? A questão é como responder a pergunta inicial sem cair em falsos devaneios. Caso ela quisesse, eu teria como? Caso ela dissesse sim, eu conseguiria? O pensamento soa schopenhaueriano, porém eu quero chegar lá. Definitivamente essa situação mexeu comigo. Eu menti, sei, foi um erro, mas depois percebi que seria indiferente para ela a revelação de uma verdade que apenas reflete a mentira em que se tornou minha vida. No fundo ela se transformou numa razão, num mote. Estou perdido em seu mundo. Lá sou apenas um ponto no mapa. Um ponto que pode ser encontrado e identificado. Mas, algum dia ela irá querer?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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2 comentários:
Queria saber qual foi a razão que o levou a escrever esse post, sua inspiração...
Ah, e vc é viciado pela palavra mote, hein...
Independentemente do que se passe, o ponto estará lá. Embora talvez esteja apagado nos dias normais.
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