Até que ponto nossas autoridades aguentaram nossa passividade. Sim, nossa, porque fomos nós que elegemos nossas "autoridades" de uma forma ou de outra.
Seis anos, treze anos. Total de dezenove anos. O que se faz neste período de tempo? Bem, alguns vão tomar os versos deLobão, de que vale viver dez anos a mil do que mil anos a dez. Mas, essas pessoas serão aqueles personagens perfeitos, saídos diretamente de Admirável Mundo Novo. Pode-se apelar para cidades menores, mas...Bragança Paulista não é nenhuma metrópole. Temos os muros da Chacára Klabin, Jardins e outros bairros (que se acham países), que os torna invulneráveis ao que está lá fora, mas e a alienação que ocorre do lado de dentro? Caso da rua Cuba, por exemplo. O fato de eu estar escrevendo sobre isso não vai mudar muito. Serve como desabafo, e só. Então, o que eu vou fazer? Me esconder? Não sei. Não sei mesmo. Ler um livro de R$ 60,00 sobre um amor infinito? Ouvir um cd de R$ 45,00 com os novos salvadores da musica sueco-dinamarquesa-islandesa-...sa? Assisitir um musical baseado numa história que não tem proximidade nenhuma com nossa cultura, em que com um desconto de 50% poderei pagar algo em torno de R$ 70,00? Acho que não. Este não é um romance do mundo de Óz. E a soma de tudo isso (R$ 175,00) é o que cerca de 50 milhões de brasileiros tem para sobreviver. Portanto, eu não sei o que fazer, mas vou tentar escolher uma forma de mostrar minha indignação, afinal, cerca de 15 milhões de pessoas não conseguiriam, mesmo que tivessem um computador, ler essa postagem.
sábado, 3 de março de 2007
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Um comentário:
Éramos uma pá de apocalípticos,
De meros hippies, com um falso alarme...
Economistas, médicos, políticos
Apenas nos tratavam com escárnio.
Nossas visões se revelaram válidas,
E eles se calaram mas é tarde.
As noites tão ficando meio cálidas...
E um mato grosso em chamas longe arde
O verde em cinzas se converte logo, logo...
É fogo! é fogo!
Éramos uns poetas loucos, místicos
Éramos tudo o que não era são;
Agora são com dados estatísticos
Os cientistas que nos dão razão.
De que valeu, em suma, a suma lógica
Do máximo consumo de hoje em dia,
Duma bárbara marcha tecnológica
E da fé cega na tecnologia?
Há só um sentimento que é de dó e de
Malogro...
É fogo... é fogo...
Doce morada bela, rica e única,
Dilapidada só como se fôsseis
A mina da fortuna econômica,
A fonte eterna de energias fósseis,
O que será, com mais alguns graus celsius,
De um rio, uma baía ou um recife,
Ou um ilhéu ao léu clamando aos céus, se os
Mares subirem muito, em tenerife?
E dos sem-água, o que será de cada súplica,
De cada rogo
É fogo... é fogo...
Em tanta parte, do ártico à antártida
Deixamos nossa marca no planeta:
Aliviemos já a pior parte da
Tragédia anunciada com trombeta.
O estrago vai ser pago pela gente toda;
É foda! é fogo!...
É a vida em jogo!
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